Semana Mundial de Aleitamento Materno propõe abordagem inclusiva sobre o tema

Mãe amamentando seu filho

“Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!”. Esse é o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) 2019, definido pela aliança Mundial para Ação em Amamentação (WABA, sigla em inglês). O tema da iniciativa, que acontece anualmente – na primeira semana de agosto – , tem como objetivo enfatizar a importância do envolvimento de todos os familiares próximos, e não apenas da mãe, para que seja possível o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e de forma complementar até os dois anos de idade.

De acordo com a rede internacional, adotar uma abordagem inclusiva, que contemple os pais, parceiros, famílias, locais de trabalho e comunidade, é fundamental para criar um ambiente propício e permitir às mães amamentarem de forma otimizada.

Existem muitas barreiras para a prática ideal da amamentação, sendo uma das maiores a falta de apoio aos pais, em especial no trabalho. O aleitamento materno é um esforço de equipe, que requer informação baseada em evidências científicas e uma cadeia calorosa de apoio.

Os profissionais de saúde também têm um papel muito relevante, pois eles acompanham os pais e filhos durante todo o processo. O pediatra, em especial, pode empoderar dialogando sobre vários aspectos do aleitamento materno, incluindo suas dúvidas, medos e crenças; dando informações atualizadas e embasadas em evidências; orientando com competência o manejo das eventuais dificuldades ao longo do processo da amamentação; e, sobretudo, escutando muito, elogiando quando pertinente, e respeitando as escolhas sem julgamentos.

Ação Global – No Brasil, desde 2007, as ações da SMAM são coordenadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com a SBP. Apesar desse trabalho contínuo, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que somente 40% das crianças têm amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida.

Conforme demonstram diferentes pesquisas, uma melhora desse quadro deve passar necessariamente pela elaboração de políticas de proteção social, que garantam a pais e mães licença remunerada com financiamento público, assim como legislação e locais de trabalho amigáveis. A aplicação dessas medidas é essencial para promover a amamentação, a saúde e o bem-estar de forma ideal, bem como proteger contra a discriminação no trabalho.

O benefício da licença-maternidade de 180 dias já é praticado no setor público e por algumas empresas privadas em nosso País. No entanto, é preciso ampliar o direito a todas as mães e, além disso, garantir a possibilidade de mais participação dos pais nesse processo, que atualmente têm apenas cinco dias para ficar com a família.

Cuidando de quem traz resultados, pessoas!